Versão curitibana de 'Ópera do Malandro” reúne elenco de gente comum e apaixonada por música

- Atualizado às 22:37
Por - Redação Barulho Curitiba
(Foto: Divulgação)

Um grupo de 29 cantores amadores ensaia, sob a regência do maestro, pianista e arranjador Anderson Nascimento, aquele que é considerado o mais emblemático dos musicais brasileiros: a “Ópera do Malandro”, de Chico Buarque. O espetáculo sobe ao palco do Teatro Bom Jesus, em Curitiba, no dia 31 de agosto, trazendo a história que estreou em 1978, inspirada nos clássicos Ópera dos Mendigos de John Gay, e A Ópera dos Três Vinténs, de Bertolt Brecht e Kurt Weill.

A trupe se reúne em uma sala cedida pela Paróquia do Bom Pastor, no bairro Vista Alegre das Mercês. Boa parte tem mais de 50 anos e reúne alguma experiência em grupos corais e vocais, mas não se trata de um projeto marcado pela faixa etária. Professores, engenheiros, psicólogos, arquitetos, advogados e outros profissionais de diferentes áreas, alguns já aposentados, somam vozes a jovens talentos, numa troca sem preconceitos. O traço em comum é a paixão por cantar, e incluir o canto no projeto de vida.

Muitas histórias de superação pessoal se escondem por trás da alegria que marca os ensaios. São narrativas que vão da timidez crônica ao reencontro com o prazer de viver, após períodos de tristeza e depressão. A cada semana, o grupo mata um leão para aprender os arranjos sofisticados escritos pelo maestro Anderson Nascimento. Pianista, arranjador e produtor musical, Nascimento é quem catalisa a energia dos cantores. Incansável ao ensinar, também é implacável ao cobrar afinação, ritmo e dedicação. Não é para menos. Ele não apresenta partituras originais. Tudo é reescrito, num capricho típico de montagens profissionais.

Já não bastasse o desafio de cantar a quatro vozes, o elenco ainda tem que dançar e representar. No intervalo, discute cenário, figurino, vende ingressos e busca
patrocínio. Essa é uma história que vale a pena ser contada.


Quem é Anderson Nascimento
Maestro, pianista, arranjador e produtor musical. Atua como diretor de grupos vocais e corais no Paraná e Santa Catarina. Ex-cantor e diretor adjunto do Vocal Brasileirão (1998 a 2006), no qual trabalhou com o Maestro Marcos Leite. Atualmente é diretor do Grupo Vocal “Gogó à Brasileira”, Madrigal Cantate Domino - Bom Pastor e Salette (PR), Vocal Paraná em Canto (PR), Quarteto Masculino Kharys (PR), Grupo Vocal do Graciosa Country Club (PR) e Coro da Universidade do Estado de Santa Catarina (Joinville – SC). Foi aluno dos professores José Eduardo Gramani (SP/PR), Benjamim Talbkin (SP), Leandro Braga (RJ), Antonio Adolfo (RJ), Ian Guest (Hungria/RJ/MG), Samuel Kerr (SP), José Pedro Boéssio (RS), Marcos Leite (RJ), Roberto Duarte (RJ), Osvaldo Ferreira (Portugal), José de Barros (EUA/BR), Dr. Larry Hensel (USA), Marconi Araújo (SP), Maria Tereza Peres (Cuba), Madalena Bernardes (RJ), Consiglia Latorre (SP), Babaya (MG) e Giovanni Luisi (Itália). Foi professor nos cursos de prática de conjunto vocal e coral/montagem de espetáculo, no Conservatório de Música Popular Brasileira de Curitiba – PR desde 2000, e de Canto Coral da EMBAP (Escola de Música e Belas Artes do Paraná), em 2009. Ministra oficinas de dinâmica de grupo vocal e prática de montagem de espetáculo em vários estados brasileiros, tendo atuado com docente nos Festivais de Música de Londrina (2005 e 2006), Festival de Inverno da UFPR (2002, 2006 e 2008), Simpósio de Música da Faculdade de Artes do Paraná (2007), entre outros realizados por Fundações Culturais, Universidades e Institutos de Música dos estados do Sul, Sudeste e Nordeste. Desde 2010 é maestro do Coro da Universidade do Estado de Santa Catarina, na cidade de Joinville.

Um pouco mais sobre o Grupo Vocal Paraná em Canto
A proposta do Grupo Vocal Paraná em Canto é desenvolver repertório específico sobre a história da MPB. Em 2019, estreia seu segundo grande espetáculo, a Ópera do
Malandro, de Chico Buarque de Holanda, sob regência do maestro Anderson Nascimento. Em 2017, apresentou o Sons do Brasil, um passeio por várias décadas da
música brasileira. Iniciou suas atividades em 2008 como Coral do Sindicato dos Trabalhadores da Justiça do Trabalho do Paraná – SINJUTRA. Em 2012 passou a ser o Coral do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região do Paraná e, em 2016, se transformou em Grupo Vocal com o nome Paraná em Canto, sem vínculo institucional.

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