UFPR mantém aulas presenciais suspensas, mas comissão recomenda preparação para retorno

Por - Barulho Curitiba
(Foto: Franklin de Freitas)

A comissão da Universidade Federal do Paraná (UFPR) formada para avaliar os desdobramentos da Covid-19 e fundamentar decisões relacionadas à pandemia, lançou uma nova nota técnica sobre a evolução da doença no Paraná, fruto de uma reunião no dia 18 de setembro. A nota avalia que diante dos impactos que diante da flexibilização das regras de distanciamento social e dos números sobre a disseminação da doença, as aulas presenciais continuam suspensas. Porém, a comissão recomenda que, observada nas últimas semanas a redução lenta do número de casos, a Universidade mantenha e reforce os preparativos e adequações das diferentes unidades, incluindo priorização das atividades para a retomada de forma segura, seguindo os protocolos sanitários vigentes.

Para a comissão ” qualquer alteração das medidas adotadas até o momento que levem a maior flexibilização do distanciamento social poderá levar rapidamente à elevação da curva de incidência da COVID-19 na cidade de Curitiba, no NUC da região metropolitana de Curitiba e no Estado do Paraná”. As evidências reunidas pela Comissão indicam decréscimo lento da transmissão do vírus SARS-CoV-2, mas ainda com elevada incidência de novos casos diários na região de Curitiba e nos municípios que compõem o Núcleo Urbano Central (NUC) da região metropolitana, e também no Estado do Paraná. Essas condições impedem a retomada de ensino presencial na UFPR devido à alta probabilidade de contágio. As condições atuais de contágio ainda impõem restrições de mobilidade, fundamentando a manutenção na forma presencial apenas daquelas atividades administrativas, de pesquisa e de extensão consideradas essenciais na UFPR.

A comissão recomenda ainda que  universidade deve manter a realização de exames laboratoriais para a COVID-19 que permitam avaliar a comunidade da UFPR e também prover auxílio ao Estado na realização de exames. Devido à possibilidade de manutenção da suspensão das atividades didáticas presenciais por período prolongado, que pode durar meses, ou mesmo da necessidade de alternância entre períodos de maior ou menor distanciamento social em função da circulação de intensidades variáveis do novo Coronavírus ao longo dos meses subsequentes, recomenda-se manter a retomada de alguma forma de atividade acadêmica de forma remota, a fim de haver menor prejuízo possível ao calendário acadêmico, tendo como contrapartida o suporte necessário aos docentes e a todos os estudantes para a realização das atividades remotas. Os servidores e estudantes que pertençam a grupos vulneráveis ao desenvolvimento de forma mais grave da COVID-19 deverão executar suas atividades remotamente.

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