Três universidades do Paraná estão entre as 25 melhores do País, segundo ranking internacional

Por - Redação Bem Paraná
(Foto: Franklin de Freitas)

Três universidades do Paraná estão entre as 25 melhores do Brasil, de acordo com o QS World University Ranking 2022, divulgado na terça-feira (8). Este ano, foram classificadas 1.300 instituições de ensino superior em todo mundo, a maior comparação já realizada, considerando tópicos como reputação acadêmica, percepção do empregador, proporção professor/aluno, citações de pesquisas produzidas e proporção internacional de professores e estudantes. A Universidade Federal do Paraná (UFPR) aparece em 13º lugar, seguida da PUCPR na 23ª colocação e da Universidade Estadual de Londrina (UEL) na 24ª posição. A instituição brasileira melhor ranqueada é a Universidade de São Paulo (USP), seguida da Universidade de Campinas (Unicamp). Em terceiro lugar aparece a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

De acordo com a diretora de Avaliação e Informação Institucional, da Pró-reitoria de Planejamento (PROPLAN) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), professora Elisa Emi Tanaka Carloto, a pandemia refletiu em vários aspectos, como a consequente redução de estudantes nos cursos Lato sensu. Também houve queda nos intercâmbios com instituições de ensino de outros países, que acabaram suspensos ou adiados pelas restrições sanitárias impostas pelo coronavírus. Os números relacionados ao controle da doença no território nacional provocaram sérias restrições a cidadãos brasileiros para determinados continentes. “Este impacto é uma consequência natural deste período atípico de dificuldades impostas pela pandemia. Na pós-graduação o estudo não presencial ainda é um grande desafio. Muitos estudantes preferiram adiar os seus planos”, afirma a diretora, acrescentando que o mesmo fenômeno atingiu instituições em todo o mundo.

Por outro lado, Elisa acredita que a posição deste ano representa o resultado de muito esforço, de professores, estudantes e de toda a comunidade universitária, que se reinventou para manter as atividades neste período, conseguindo expressiva produção científica. “Fundamental lembrar que somos uma universidade estadual, no Interior do Paraná, que tem proporcionalmente menor investimento do que Instituições Federais, por exemplo”, salientou. De acordo com ela, a classificação precisa ser considerada relevante e demonstra a força dos pesquisadores.A professora destaca, ainda, que o levantamento QS considera a reputação acadêmica internacional como maior requisito, ouvindo avaliações de mais de 130 mil especialistas em todo o mundo.

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