The Ten Tenors se apresenta em Curitiba

(Foto: Divulgação)

Em entrevista, o grupo contou ao Bem Paraná sobre a carreira de 25 anos, o repertório e a preparação do show que acontece amanhã

Pela primeira vez no Brasil o grupo The Ten Tenors vai apresentar a turnê Love is in the Air em Curitiba, amanhã, às 21 horas, no Guairão (Praça Santos Andrade s/nº). Os dez tenores Cameron Barclay, Daniel Belle, Michael Edwards, Keane Fletcher, Nigel Huckle, Nathan Lay, Boyd Owen, JD Smith, Sam Ward e James Watkinson, formam o grupo que já dividiu o palco com artistas como Lionel Richie, Rod Stewart, Andrea Boccelli, Willie Nelson, Alanis Morissette e Christina Aguilera e participou dos mais importantes programas de televisão pelo mundo, tendo lançado até hoje 15 CDS e 4 DVDs. Os ingressos – a partir de R$100 - já estão à venda pelo site do Disk-Ingressos (www.diskingressos.com.br) ou de forma presencial no quiosque do DiskIngressos no Shopping Ventura – Setor Azul (antigo shopping Total) e na recepção do Hotel Mabu. .

Após 25 anos, mais de 2.500 shows ao redor do mundo e mais de 3,5 milhões de ingressos vendidos, o grupo The Ten Tenors prometem um show incrível com muita empatia, qualidade vocal diferenciada e repertório extenso que certamente agradará aos amantes da boa música. O repertório inclui clássicos como: “A Thousand Years”, “Unchained Melody”, “Somebody to Love”, “Love is in the Air” e “Nessun Dorma”.

O jornal The New York Times destacou o surgimento mundial deste novo gênero musical: o classic crossover (crossover clássico), uma denominação atribuída aqueles que “com muita habilidade, fazem transições perfeitas entre árias de ópera e música popular, dando nova leitura a grandes clássicos da música mundial, a músicas pop, rock e até a canções próprias“.

The Ten Tenors, grupo formado em 1995, é um dos grupos precursores deste gênero e reúne dez dos melhores e mais carismáticos tenores do mundo. “Se você achava que o som de três tenores é impressionante, só espere até você ouvir The Ten Tenors” exaltou a crítica do jornal New York Times. O Bem Paraná conversou com um dos integrantes do grupo e traz uma entrevista exclusiva com Cameron Barclay (tenor e coreógrafo da turnê).

Bem Paraná — Como o grupo se formou? Vocês estudaram juntos, são da mesma cidade?

The Ten Tenors — O grupo foi originalmente formado em 1995 em Brisbane, Austrália, para um evento de aniversário de uma estação de TV. No começo, todos éramos alunos do Conservatório de Música, Ópera e Teatro Musical de Brisbane, mas agora temos integrantes de toda a Austrália e até dois cantores da Nova Zelândia.

BP — Como o grupo se divide no palco? Durante o show todos cantam todas as músicas com uma divisão para cada cantor mostrar sua voz?

T.T.T — Nós dividimos as músicas com base na força vocal de cada cantor. Alguns são ótimos cantores de rock, outros tem o perfil mais clássicos. Essa divisão quem faz é o nosso diretor musical Michael Edwards. No palco, todos são ótimos cantores de suas “partes”, o que é de vital importância para criar um som único com arranjos vocais bem trabalhados. Se alguém não cantar a sua parte exatamente, não obteremos o som perfeito.

BP — Sobre a escolha de repertório. Como vocês percebem que uma composição tem potencial para ser cantada num crossover de dez vozes?

T.T.T — Tudo começa numa parceria do nosso produtor, D-J Wendt com o diretor musical, Steven Baker, que trabalham juntos há cerca de 22 anos. Eles escolhem o tema para o show e depois compilam o maior número possível de músicas e começam a escolha final do repertório. O resultado é um show em que o público é conduzido em um passeio emocionante durante de duas horas e meia.

BP — Com pouco mais de 25 anos de estrada existem músicas que são intocáveis no repertório?

T.T.T — Sim, definitivamente existem “músicas intocáveis”. ‘Nessun Dorma’ é uma delas pois é, sem dúvida, a ária mais famosa de todos os tempos. Outra que não fica de fora é a ‘Bohemian Rhapsody’, não só porque é famosa, mas, principalmente, porque sabemos que muitos artistas não podem reproduzi-lo ao vivo – acho que o próprio Queen não tocou ela inteira em seus shows. Isso torna a nossa apresentação da música bem especial, pois cantamos ela completamente ao vivo e temos uma pequena surpresa no arranjo também, que o público sempre adora.

BP — Essa é a primeira vez no Brasil. Vocês vão incluir alguma música brasileira?

T.T.T — Sim! Nós preparamos uma música brasileira para esta turnê. Mas não quero estragar a surpresa dizendo o nome da música. Havia ótimas músicas para escolher, esperamos que a gente tenha escolhido a certa.

“Se apresentar para um público totalmente novo, isso é emocionante”

BP — Um casamento de duas pessoas muitas vezes é complicado. Agora um casamento a dez! Qual o segredo para o quarteto ficar juntos durante 25 anos?

T.T.T — Eu acho que se você fizesse essa pergunta aos dez cantores, você obteria dez respostas diferentes (risos). Mas o ponto em comum seria, que se apresentar com nove de seus melhores amigos no palco todas as noites, viajando pelo mundo, compartilhando experiências de vida... é um trabalho é muito divertido. Quero dizer, estamos prestes a voar meio mundo para nos apresentar em um país que nunca nos apresentamos antes, cantando para um público totalmente novo, isso é emocionante.

BP — Durante a carreira existe algum momento que vocês considerem mais marcante nessa trajetória?

T.T.T — Há muitos momentos marcantes, mas a vinda ao Brasil foi intensa. Essa é nossa primeira vez, na verdade, segunda vez no país. Eu explico: a primeira vez que viemos fazer a turnê foi em março de 2020. Quando desembarcamos em São Paulo, depois de 36 horas de viagem, descobrimos que a pandemia forçou o encerramento da turnê. Nossa sorte foi que nosso produtor D-J Wendt e nossos maravilhosos promotores brasileiros Manoel, Chris e Mane Poladian acreditaram no grupo para nos trazer de volta dois anos depois. É muito cara a operação para trazer o grupo ao Brasil duas vezes! e estamos muito agradecidos. Também somos muito gratos ao público brasileiro por acreditar que voltaríamos, guardando seus ingressos. Isso significa muito para nós e, por isso, preparamos um de nossos melhores shows para agradecer.

BP — Quando vocês não estão em turnê... cada um vai para seu país ou vocês moram perto um do outro e se veem frequentemente?

T.T.T — Sim, quando não estamos em turnê, nos espalhamos aos quatro ventos para nossas cidades de origem, mas ficamos em contato permanente. Nós somos como uma grande família. Todo mundo faz suas próprias coisas quando não está em turnê, mas muitas vezes organizamos uma chamada de zoom em grupo e tomamos uma cerveja ou uma taça de vinho juntos. Começamos isso durante os bloqueios da pandemia, e isso nos ajudou a permanecer conectados e, de alguma forma, nos sentir um pouco normais.

BP — Sobre o show, qual a expectativa com o público brasileiro?

T.T.T — Eu não diria que tínhamos uma “expectativa do público” por assim dizer, mas fizemos shows no Peru, Argentina e México e o público foi incrível. Então acho que estamos “esperançosos” que o público no Brasil goste de nós tanto quanto esses países, porque se o fizerem, espero que tenhamos um grande momento juntos no Brasil. Sinceramente, mal posso esperar para pegar o voo esta manhã para começar minha viagem e chegar aí. É realmente um privilégio e uma aventura para nós voltarmos ao Brasil.

Serviço:
The Ten Tenors
Quando: dia 26 de maio, quinta-feira, às 21h00, Onde: Guairão (Praça Santos Andrade. s/nº).
Quanto: R$480 (plateia Premium Vermelha), R$440 (plateia Vip Azul), R$400 (plateia Central Laranja), R$380 (plateia Lateral Amarela) R$340 (1º balcão Roxo), R$260 (1º balcão Verde), R$240 (2º balcão Azul) e R$200 (2º balcão Laranja) + R$10 (dez reais, referente a taxa de conveniência cobrada pelo Disk Ingresso. Duração: 1h30. Classificação indicativa: Livre.
Formas de Pagamento: Cartões de crédito (em até 3 parcelas com acréscimo), cartões de débito e Pix. Não serão aceitos cheques.
MEIA-ENTRADA:
Idosos: Para pessoas acima de 60 anos, mediante apresentação da Carteira de Identidade
Doador de sangue: Para doadores de sangue com carteira comprobatória de doação habitual
Professores: Para professores do ensino público e privado mediante a carteira de identificaçãoPortador de câncer: Portadores de câncer, com o devido comprovante, conforme a Lei 18445 de 05/02/2015.
Estudantes, pessoas com deficiência e jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes: Direito a meia-entrada, conforme lei 12.933/2013, e Decreto 8.537 de 2015

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