Técnicos de eventos culturais pedem inclusão em auxílio emergencial

Por - Redação Bem Paraná
(Foto: Divulgação)

Um comitê que representa técnicos de eventos culturais no Paraná publicou um manifesto pedindo a inclusão desses trabalhadores na Lei Aldir Blanc, que estabelece ajuda emergencial para artistas, coletivos e empresas que atuam no setor cultural e atravessam dificuldades financeiras durante a pandemia.

O pedido inclui trabalhadores da classe técnica em espetáculos, atuantes no mercado de produção cultural, espetáculos de circo, dança, música, shows, teatro, desfiles, estúdios de gravação, espaços culturais, exposições e eventos, que incluem a montagem e operação de equipamentos de iluminação, som, vídeo, estruturas, cenografia, pirotecnia e efeitos.

A Lei federal 14.017/2020, conhecida como Lei Aldir Blanc, prevê auxílio emergencial de R$ 600 para profissionais e subsídio a espaços artísticos e culturais com valores entre R$ 3 mil e R$ 10 mil.

“Temos consciência de que a suspensão das atividades culturais presenciais, tomadas desde março de 2020 por conta da PANDEMIA do COVID-19, é medida necessária e indiscutível uma vez que o vírus ainda não está sob controle e as curvas de contágio e mortes se encontram em níveis elevados. No entanto, a paralisação completa das atividades culturais presenciais deixou um exército de desempregados, composto de camareiras, contra-regras, roadies, cenotécnicos, técnicos de palco, técnicos de circo, técnicos de iluminação, técnicos de áudio, técnicos de vídeo, marceneiros construtores de cenografia, serralheiros, programadores de mesa, operadores de áudio, luz e imagem, maquinistas, costureiras, diretores de palco, riggers (alpinista especialista em trabalho de altura), DJs, carregadores, apontadores, bilheteiros e tantas outras derivações destas funções sem trabalho algum da noite para o dia”, explica o manifesto, assinado pelo Comitê Representativo Profissionais e Técnicos de Festas, Shows, Espetáculos e Eventos Corporativos.

“Mesmo com a perspectiva de uma reabertura gradual da economia nos próximos meses, a retomada à plena atividade ainda é incerta, e os espetáculos com público serão os últimos a retornarem à normalidade”, ressalta o texto. “Desprovidos de reservas financeiras para fazer frente às despesas básicas de suas famílias pelo tempo que durar os reflexos da pandemia, que já são cinco meses, mais os tantos que estão por vir, alguns se encontram não apenas em risco alimentar, mas também em situação de vulnerabilidade de habitação e de saúde, física e mental”, argumenta.

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