Professora da UFPR desenvolverá pesquisa na Áustria sobre caso do Vale do Rio Doce (MG)

- Atualizado às 16:36
Por - Redação Barulho Curitiba
(Foto: Divulgação UFPR)

Raquel Rangel de Meireles Guimarães,Professora do Departamento de Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), desenvolverá atividades no Instituto Internacional para Análise de Sistemas Aplicados (IIASA), na Áustria, a partir de julho deste ano. A oportunidade se deu a partir da aprovação junto a outros três pesquisadores brasileiros no Programa Capes/IIASA de Pós-doutorado, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O projeto que será desenvolvido por Raquel foi contemplado na área de planejamento urbano e regional/demografia e leva o título “População, i(mobilidade) e inundações: um estudo de caso do Vale do Rio Doce no Brasil”.

 

A professora da UFPR pesquisa as áreas de Demografia e Economia do Desenvolvimento há mais de 10 anos, nas quais também realizou consultorias para os governos federal, estaduais e municipais.O objetivo da pesquisa é contribuir para a formulação de políticas públicas a partir de um estudo de caso do Vale do Rio Doce (MG), no Brasil.

 

 

A professora, demógrafa e economista do desenvolvimento explica que a relação entre inundação e mobilidade é mediada por vários fatores, incluindo a vulnerabilidade das famílias, a capacidade de suavizar o consumo, uso de tecnologias, entre outros. Consequentemente, a vulnerabilidade de indivíduos, famílias e comunidades pode aumentar ou diminuir a capacidade de resposta aos riscos. Com duração de dois anos, o estudo ainda terá apoio da Rede Brasileira de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima).

 

 

Conversamos com a Professora Raquel Guimarães e ela nos respondeu algumas perguntas.

 

BARULHO CURITIBA: Qual você acredita que será o impacto real da sua pesquisa?

 

RAQUEL: "Eu trabalho com uma área que tem muito impacto com políticas públicas, as nossas descobertas podem ajudar a melhorar as políticas já existentes e na criação de novas. Se você pensar sobre as pessoas que estão mais sujeitas as mudanças climáticas, verá que elas são justamente aquelas que tem mais dificuldades para trocar de residência. Dessa forma, as políticas públicas, os governos e as organizações da sociedade devem ajudar essas famílias para que elas não sejam tão vuneráveis a estes efeitos. Eu espero que com esse pós-doutorado eu possa trazer luz sobre essas vunerabilidades ."

"Muitas vezes a gente pensa que aquela família que está morando na beira de um ribeirão e sofrendo sempre com enchentes não são espertos ou são teimosos pelo fato de não saírem dali, mas acontece que é muito díficil para eles abandonarem aquela situação por falta de recursos, de oportunidades,  de mobilidade e outros fatores diversos. Eles não tem mais nada a não ser aquilo. Seria minha parte medir essas assosiações neste pós-doutorado."

 

BARULHO CURITIBA: " Como foi o processo de seleção para a bolsa do pós- doutorado para você, de um viés psicológico?"

 

RAQUEL: '" Eu já estou acostumada com esse tipo de seleção devido a minha carreira e a minha posição atual mas a preparação é sempre o ponto mais importante. A pessoa que vai passar por um processo desse tem que ter um controle de ansiedade trabalhar a calma e a respiração pois são muitos documentos, prazos e processos rígidos. Do ponto de vista psicológico é sempre um desafio, um processo cansativo mas que vale a pena."

 

BARULHO CURITIBA: "O que você diria para jovens que gostariam de seguir seu caminho no mundo da pesquisa do Brasil atual?"

 

RAQUEL: "Cada vez mais no mundo de hoje é importante ter essa abertura para ter experêencias internacionais, pois estamos em um mundo cada vez mais conectado. Eu sei que nem todos tem essas opotunidades pois tem que existir um investimento e é extremamente triste que nem todos possam ter essas escolhas. De toda forma, para aquelas que podem, é importante trabalhar para que todos consigam tentar esses metódos e ter acesso a tudo. É importante buscar por bolsas e tentar ao máximo assim como aprender novas línguas E por mais que seja difícil conseguir oportunidades educacionais no Brasil, não se pode desistir."

Comentários

© 2018 Barulho Curitiba