Pela primeira vez, Curitiba terá etapa da Copa dos Refugiados. Saiba os detalhes

- Atualizado às 13:38
Por - Redação Barulho Curitiba
Vencedores da etapa de Porto Alegre da Copa dos Refugiados no ano passado
Vencedores da etapa de Porto Alegre da Copa dos Refugiados no ano passado (Foto: ACNUR/Miguel Pachion)

Curitiba será uma das sedes da Copa do Mundo dos Refugiados 2019, evento promovido e coordenado pela ONG África do Coração com o apoio institucional da Agência da ONU para Refugiados (Acnur) e, no Paraná, da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho. A competição é realizada desde 2014 no Brasil, com o objetivo de promover a integração social dos migrantes e refugiados que encontraram aqui a esperança de reconstruir suas vidas.

 A etapa paranaense será realizada nos dias dia 24 e 25 de agosto em local ainda a ser definido, com times de futebol formado por imigrantes e refugiados que vivem no estado. Além da taça de campeão, a seleção vencedora ganhará uma viagem ao Rio de Janeiro para disputar a final nacional, no Maracanã, em setembro.

As  disputas estaduais acontecerão nas cidades do Porto Alegre (RS), a partir de 20 de junho, Brasília (DF), em 22 de junho, Recife (PE), em 13 de julho, Rio de Janeiro (RJ), em 17 de agosto, e São Paulo (SP), em 24 de agosto.

 Já são quatro equipes inscritas para a etapa paranaense. A expectativa dos organizadores é de que oito a doze times participem.  

 Além do torneio em si, o evento terá palestra e roda de conversas sobre refúgio e passeios e brincadeiras com crianças refugiadas. “Sempre temos eventos paralelos ao jogos. Aqui, além de passeio com as crianças teremos um dia especial para falar da condição da mulher refugiada e migrante, com a participação de representantes locais”, diz o organizador da Copa Munir Jarour Makzun – a  a refugiado sírio que vive em São Paulo, vice-presidente da África do Coração.

 

As inscrições podem ser feitas clicando aqui.

 

 Números no Paraná – Desde 2016, o Centro de Informação para Migrantes, Refugiados e Apátridas do Paraná (Ceim-PR) já atendeu cerca de 2.300 estrangeiros de mais de 40 nacionalidades, com destaque para Haiti, Cuba, Síria e Venezuela. São populações que vivenciam crises humanitárias motivadas por tragédias naturais ou crises políticas, como o terremoto que atingiu o Haiti em 2015, as ditaduras enfrentadas por venezuelanos e cubanos e a guerra civil síria, que começou em 2011.

 Considera-se refugiado a pessoa que deixa o seu país de origem devido a fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas, como também devido à grave e generalizada violação de direitos humanos. 

 

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