PEITA lança edição especial de "Jogue como uma Garota" para a Copa do Mundo

- Atualizado às 18:59
Por - Redação Barulho Curitiba
(Foto: Divulgação)

2019 é ano de Copa do Mundo e a PEITA quer fazer o país parar e assistir aos jogos da seleção brasileira. Fomentando a paixão nacional, a marca-protesto divulga a campanha “Jogue Como Uma Garota”, que consiste na realização de eventos com transmissão ao vivo das partidas do Brasil e lança uma edição especial desta camiseta, nas cores azul e amarela, uma homenagem ao primeiro time de futebol feminino do país, o Esporte Clube Radar.

O lucro desta PEITA será revertido para o financiamento das ações organizadas por mulheres de coletivos ou que se reúnem para jogar bola regularmente e que serão as embaixadoras da marca. A missão é escolher um local para ser Bar Oficial da Copa do Mundo em sua cidade e que abrace a ideia de incentivar as jogadoras brasileiras rumo ao primeiro título do Brasil neste mundial. Nossa seleção é Heptacampeã da Copa América, mas ainda não trouxe a taça da Copa do Mundo pra casa.

“Acho que em qualquer esporte o torcedor faz a diferença. Sempre precisamos de apoio fora de campo. Às vezes, quando estamos perdendo e o torcedor começa a cantar e a apoiar, nossa reação muda. Parece que temos mais força pra buscar o resultado”, comenta Raquel Fernandez, meia da seleção brasileira, sobre a campanha organizada pela PEITA.

EMBAIXADORAS
A primeira parceira a abraçar a ideia foi a Nayara Perona, organizadora da Joga Miga, uma plataforma online que reúne os contatos de times de mulheres que jogam bola no Brasil. Nayara fez esse primeiro contato com as interessadas em encabeçar o evento em sua cidade. “Decidi participar dessa ação com a Peita porque acredito que futebol é futebol e é um esporte que carrega consigo uma paixão ímpar. Sou muito fanática por futebol - em todos seus desdobramentos - e o futebol feminino precisa ser mais visível, precisa ser conhecido e sonho com o dia que muitos torcedores vibrem com a modalidade com a mesma intensidade. Ali reconheço o futebol que aprendi a amar, onde ainda reside o respeito a camisa, a raça em campo e a dedicação pelo amor ao esporte. É um momento histórico para o futebol feminino mundial. Poder acompanhar a seleção em TV aberta e viver o clima de Copa do Mundo é incrível. E, além de tudo, trazer mais pessoas para conhecer, acompanhar e torcer conosco”.

“Jogar como uma garota é ocupar o nosso espaço em uma modalidade que é completamente dominada e conduzida por homens, que por decisão própria presumem que esse não é o nosso lugar. Essa, bem mais que uma frase de efeito, é uma frase de enfrentamento. Ela é de cada pessoa que se identifica e a ressignifica dentro do seu contexto de vida”, explica a presidenta da PEITA, Karina Gallon.

A organização do evento é independente e livre, a PEITA pede que o local onde serão as transmissões sejam geridos por mulheres, para fortalecer outras mulheres, mas a campanha deve ser abraçada por todos os gêneros. Todo o material gráfico e digital será produzido pela equipe de criação da marca-protesto. Ela também dará suporte no que as manas precisarem.

Cada embaixadora receberá um kit copa contendo:
- manifesto Jogue Como Uma Garota;
- pôster da campanha Jogue Como Uma Garota;
- pôster com a chave/tabela da Copa do Mundo 2019 para ficar exposto no bar oficial;
- tabelas de bolso dos jogos;
- bolachas de copo Jogue Como Uma Garota/ Beba Como Uma Garota;
- adesivos jogue como uma garota;
- kit bolão da copa: camiseta + meião + mimos, para quem acertar o resultado da final;
- kit bolão nos jogos do brasil: pôster + adesivo + chaveiro + botton, para quem acertar o placar;
- 20 lambe-lambes com o endereço do bar oficial e horários dos jogos para intervenção urbana na cidade da embaixadora;
- receita do drink Marta criada pelo Coletivo Cássia.

Algumas cidades já tem suas embaixadoras: Curitiba, São Paulo, Sorocaba, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Catalão/GO, Belo Horizonte e Ribeirão Preto. Quem tiver interesse em ser um dos bares oficiais da PEITA na Copa do Mundo, é só entrar em contato através do email: soybruxa@peita.me .

NÃO TEM DESCULPA
Essa é a primeira vez na história do futebol feminino que um canal aberto de televisão irá veicular os jogos da nossa seleção em tempo real. Se não pode ir até um dos bares oficiais da Copa do Mundo 2019, é só organizar o seu evento em casa.

A meia, Raquel Fernandez fala que agora as torcedoras e torcedores poderão comemorar as vitórias junto com as jogadoras. “Temos uma responsabilidade ainda maior de representar nosso país e o futebol feminino, porque se a gente fizer um bom trabalho e mostrar um belo futebol, tenho certeza que não só a Globo vai transmitir outros campeonatos, como também outras emissoras abrirão as portas para o futebol feminino no Brasil”.

A Copa do Mundo começa dia 7 de junho. A seleção brasileira estreia no domingo, 9, às 15h30 contra a Jamaica, dia 13 (quinta-feira) joga com a Austrália às 18h e fecha a primeira fase contra a Itália, dia 18 (terça-feira), às 21h.

SOBRE PEITA
A Peita nasceu dia 8 de março de 2017 com a frase “Lute como uma garota” invadindo as ruas de Curitiba nas manifestações do Dia Internacional da Mulher - Marcha 8M. O intuito da marca-protesto é oferecer ferramentas de enfrentamento para mulheres lutarem contra as opressões diárias. A Peita cumpre com a missão de trazer os dizeres polêmicos do contexto das manifestações para os dias comuns, gerando a discussão do movimento feminista em uma abordagem diferente. A proposta é causar incômodo mesmo. É fazer com que opressores sintam-se desconfortáveis e produzir o diálogo sobre assuntos ainda espinhosos, através de um canal de comunicação não-verbal num primeiro momento. Cada pessoa que veste uma PEITA a ressignifica em seu contexto de luta.

O layout criado pela designer curitibana Karina Gallon transmite a mensagem de forma simples e direta, usando um produto comum e acessível. Hoje a PEITA tem 30 dizerem polêmicos, das quais 70% são parcerias com movimentos, instituições e projetos sociais, mulheres que estão na militância e/ou empresas que se comprometem com o combate às opressões. Nestes casos, o lucro ou parte da produção é doada para financiar causas.

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