Nova Zelândia: tudo a ver com estudantes brasileiros que procuram intercâmbio

- Atualizado às 16:12
Por - Redação Barulho Curitiba
(Foto: Divulgação)

Uma pesquisa realizada com 4.929 estudantes, de diversas faixas-etárias e de todas as regiões do Brasil, apontou quais são os principais critérios considerados para a escolha de um destino internacional quando o assunto é estudo no exterior. A Nova Zelândia, que neste contexto vem ganhando notoriedade ano após ano e já se tornou um dos países que mais recebe estudantes brasileiros, é destaque no levantamento feito pela Associação Brasileira de Intercâmbio (Belta). O programa do país voltado ao estudante internacional contempla praticamente a totalidade dos desejos dos interessados mapeados pelo estudo.

De acordo com a pesquisa, dos 23 critérios que influenciam as decisões, 20 deles são diretamente contemplados pelos programas de estudo oferecidos na Nova Zelândia. “Ensino de qualidade, possibilidade de atividade remunerada e chances concretas de se estabelecer no país são alguns de nossos principais cuidados ao acolher os estudantes internacionais”, explica Ana Azevedo, executiva à frente da Education New Zealand (ENZ) no Brasil. A ENZ é parte do governo da Nova Zelândia, e faz parte de suas atribuições promover a educação internacional oferecida pelo país.

"Há raras exceções da lista da Belta que não são diretamente comtempladas pelo governo, como o financiamento de passagens", explica ela. "Mesmo assim, há linhas de crédito oferecidas por instituições brasileiras, bem como algumas bolsas de estudo de universidades e do próprio governo da Nova Zelândia. Essas bolsas podem contemplar o financiamento total ou parcial de um curso", completa.

Ensino de excelência aliado à qualidade de vida

A pesquisa da Belta, divulgada recentemente, foi apurada nacionalmente entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019. Qualidade de vida (os neozelandeses estão na primeira posição em qualidade de vida de acordo com o Legatum Prosperity Index), belezas naturais, atrações culturais, segurança pública (uma da nações mais seguras do mundo segundo o Global Peace Index 2018), qualidade de ensino (todas as universidades da Nova Zelândia estão classificadas entre as melhores do mundo de acordo com o índice QS World University Rankings) e legislação que possibilite trabalhar durante e após os estudos são alguns dos critérios mais enfatizados pelos estudantes – todos eles já observados e oferecidos pela Nova Zelândia.

Na lista de desejos dos brasileiros constam ainda a influência de familiares ou amigos que já viveram a experiência de estudo internacional, o câmbio favorável (o dólar neozelandês é mais acessível se comparado à libra, dólar americano, australiano ou canadense), e a facilidade de transitar de um programa de inglês para outros programas de estudos, uma condição muito praticada pelas instituições do país.

Possibilidade de estudar e trabalhar

Para algumas faixas-etárias, critérios como aprovação do destino pelos país e disponibilidade de informações na Internet e mídia em geral são tidos como fundamentais, ao lado da possibilidade real de permanência no país após completar a formação planejada - mais uma condição infinitamente explorada pelos brasileiros que hoje vivem na Nova Zelândia, estudando e trabalhando.

A existência de belezas naturais é outro ponto de destaque na Nova Zelândia. Suas montanhas, rios, lagos e florestas serviram de cenário para produções cinematográficas de sucesso mundial como Senhor dos Anéis, Hobbit e As Crônicas de Nárnia.

O custo de vida neozelandês também costuma atrair intercambistas – com moeda mais acessível na comparação ao dólar americano, fica mais fácil também complementar a renda e arcar com os custos de moradia, alimentação, transporte e estudos. O salário de quem trabalha até 20 horas semanais gira em torno de NZ$ 1.416,00 (mensais), correspondente a R$ 3,7 mil.

A pesquisa da Belta foi realizada com quase cinco mil estudantes brasileiros, a maior parte com idades entre 18 e 21 anos. O levantamento revelou também que o grande interesse dos intercambistas é o curso de idioma, e os amigos são os que mais influenciam na decisão. A Nova Zelândia é considerada uma das nações que melhor educa para o futuro, oscilando entre as três primeiras posições do ranking mundial realizado e divulgado pela The Economist Intelligence Unit.

A Education New Zealand (ENZ) é a principal agência do governo para a divulgação e representação da educação da Nova Zelândia em âmbito internacional. Com o objetivo de tornar a Nova Zelândia conhecida como destino para estudantes internacionais e como a mais importante parceira para conhecimento e serviços ligados à educação, a ENZ conta com 70 funcionários em mais de 20 localidades e é dirigida por uma junta nomeada pelo Ministro de Educação Superior, Competências e Ofícios.

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