Nos 36 anos de Red Hot Chili Peppers, um ranking dos melhores (e piores) álbuns da banda

- Atualizado às 11:35
Por - Henrique Romanine
Red Hot na sua formação atual: Josh Klinghoffer, Anthony Kiedis, Chad Smith e Flea.
Red Hot na sua formação atual: Josh Klinghoffer, Anthony Kiedis, Chad Smith e Flea. (Foto: Divulgação)

Tony Flow and The Miraculously Majestic Masters of Mayhem. Esse grandiloquente nome talvez não signifique nada para você, até a revelação de que se trata da primeira nomenclatura de uma das maiores E MELHORES bandas da história do rock: Red Hot Chili Peppers. Um dos grupos mais influentes de todos os tempos completa 36 anos nesta quarta (13) e continua firme e forte na preferência de novos (e velhos) fãs.

O alcance do Red Hot é algo difícil de se medir. Eles adentraram os anos 80, se tornaram uma marca indelével dos anos 90 e se fixaram nos anos 2000, de uma forma como poucas bandas conseguiram fazer. O mais comum é vermos admiradores (as) do grupo, na casa dos 40 anos, ao lado de seus filhos e filhas (na casa dos 20), entoando com força e amor as canções dos músicos, em todos os cantos do planeta. Talvez essa longevidade se deva, principalmente, ao fato de que o som do Red Hot nunca envelhece, ao contrário de outros grandes nomes da música. Guardadas as devidas proporções, até o seu último lançamento, "The Getaway", em 2016, a maior qualidade da banda permanece a olhos vistos: a sua renovação e jovialidade.

Poderia escrever um artigo inteiro sobre os rapazes (afinal, é a minha banda favorita), mas o justo a se fazer, numa data dessas, é prestar uma homenagem. E vai ser através do ranking dos melhores e piores (piores?) álbuns de estúdio do grupo. Na verdade, um ranking dos melhores, mas classificados pela sua importância dentro da música.

Então, sem mais blá blá blá, segue a lista abaixo de 11 álbuns que você, como bom admirador de rock, deve ter na sua casa!

11º) The Red Hot Chili Peppers (1984)

O primeiro álbum do RHCP não é um primor de qualidade, mas vale por ser um dos registros de estreia mais fiéis ao que se convém denominar de "proposta sonora" de uma banda. Poucos debuts foram tão honestos quanto esse.

10º) I'm with You (2011)

Após uma sequência de três álbuns de grande sucesso (Californication, By The Way e Stadium Arcadium), o nome do Red Hot Chili Peppers já era certo como uma das grandes bandas de rock de todos os tempos. Não deixou de sê-lo, mas a saída do guitarrista John Frusciante impactou a energia deste trabalho. Josh Klinghoffer substituiu John com muita competência, mas o trabalho não trouxe nada de novo ao som do grupo. Trabalho bem-feito, mas pouco memorável.

09º) The Getaway (2016)

Recuperando um pouco o fôlego perdido com o antecessor I'm With You, o (até então) último trabalho de inéditas do Red Hot mostra um novo direcionamento sonoro da banda, contando com uma identidade muito maior de Klinghoffer nas guitarras. Chad Smith e Flea permanecem com sua cozinha rítmica perfeita, mas o destaque fica por conta de Anthony Kiedis, que desde By The Way não cantava com tanta força.

08º) Freaky Styley (1985)

Com o toque do "midas do funk" George Clinton, na produção, o Red Hot passou pela prova do segundo disco com louvor. Apesar de se apoiar em certas irregularidades demonstradas no trabalho de estreia, o retorno do guitarrista Hillel Slovak à banda devolveu o frescor que Anthony e cia precisavam para começar a acreditar no seu potencial. Um álbum que merece ser redescoberto.

07º) Stadium Arcadium (2006) 

Disparado o trabalho mais ambicioso da história da banda, Stadium Arcadium foi o último a contar com John Frusciante nas guitarras (o músico se desligou do grupo em 2009). Concebido para ser lançado em três álbuns, com seis meses de diferença cada um, acabou virando um álbum duplo, com algumas das melhores composições e melodias da história do Red Hot. O único porém: é um trabalho mais sério do que seus antecessores, Californication e By The Way, o que tira um pouco do carisma das músicas.

06º) The Uplift Mofo Party Plan (1987) 


Uma verdadeira festa sonora, The Uplift Mofo pode ser considerado o primeiro grande trabalho do Red Hot na década de 80. Apesar (ou por causa disso) do alto consumo de drogas, a genialidade dos músicos estava a todo o vapor, o que culminou em seu primeiro trabalho internacionalmente reconhecido. Fight Like a Brave, Behind The Sun e o cover genial de Subterranean Homesick Blues, de Bob Dylan, são os destaques.

05º) One Hot Minute (1995)

Denso, amargo e pesado. Todos os adjetivos que nenhum fã do Red Hot imaginaria ser destinado à banda, tornaram-se realidade neste trabalho. O vício de Anthony Kiedis em drogas estava em vias de destruí-lo na época, o que se reflete em um trabalho totalmente introspectivo, e numa ruptura jamais vista no som do grupo. Dave Navarro (substituindo John Frusciante em sua primeira saída do RHCP), apesar de ser um exímio guitarrista, colaborou para tornar este álbum o "menos Red Hot Chili Peppers" da trajetória da banda. Mesmo com todos os problemas, é uma pequena obra-prima, digno de figurar entre os grandes registros de rock dos anos 90.

04º) By The Way (2002)

O álbum mais romântico da carreira do Red Hot, By The Way é permeado por belas baladas e por um entendimento rítmico entre John Frusciante, Chad Smith e Flea, que influenciou os vocais de Anthony Kiedis (cantando como nunca neste trabalho). Uma criação feliz, em todos os sentidos.

03º) Mother's Milk (1989)

Após a saída do baterista Jack Irons e da morte abrupta do guitarrista Hillel Slovak, Anthony Kiedis e Flea se viram diante do grande desafio da carreira: levar o Red Hot adiante, ou se tornar apenas uma vaga lembrança para alguns admiradores da cultura musical dos anos 80. A entrada de Chad Smith e de John Frusciante no grupo possibilitou o renascimento deles (para a nossa sorte). Começando pela capa polêmica, passando pelo cover inspirado de Higher Ground, de Stevie Wonder, e culminando em Knock Me Down (a melhor canção deles na década de 80), o Red Hot deixava de ser uma aposta e tornava-se uma certeza.

02º) Californication (1999)

Muito já foi dito sobre este álbum, mas não custa relembrar: graças a ele, o Red Hot é, hoje em dia, uma das maiores bandas do universo. O mesmo renascimento que ocorreu em Mother's Milk aconteceu em Californication, mas sob outro prisma: John Frusciante retornava à banda, após abandoná-la em 1992, e Anthony Kiedis ressurgia novamente do mundo das drogas. A partir disto, surgia uma pérola pop como poucas vezes se viu na música, com um desfile de hits que marcou uma geração inteira. Toda a genialidade demonstrada pelo Red Hot em Blood Sugar Sex Magik foi aprimorada neste trabalho à enésima potência.

01º) Blood Sugar Sex Magik (1992)


Se existe um álbum que traduz o lema "sexo, drogas e rock'n'roll", este álbum é Blood Sugar Sex Magik. Lançado no mesmo dia de Nevermind (o petardo sonoro do Nirvana), o BSSM foi a resposta sonora perfeita para quem desejava escapar da massificação do grunge, naquele início da década de 90. Com canções que transitam por todos os poros do corpo, Anthony, Flea, Chad e Frusciante entregam aqui o que se pode chamar de "oitava maravilha" do mundo musical. Toda a essência da banda, jogada num liquidificador sonoro que não poupava nada, nem ninguém. Finalmente, o mundo estava aos pés do Red Hot Chili Peppers. Sobre este trabalho? Nada menos que grandioso!

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