Nem chuva impede manifestação contra cortes na educação em Curitiba. Veja vídeo da nova faixa de apoio

- Atualizado às 18:14
Por - Redação Barulho Curitiba
(Foto: Franklin de Freitas)

Nem mesmo a chuva que castigou Curitiba e região metropolitana durante todo o dia de ontem impediu que manifestantes promovessem novo protesto contra os cortes de recursos do governo Bolsonaro para a educação. Com direito à contagem regressiva, os manifestantes recolocaram a faixa com os dizeres “em defesa da Educação” na fachada do prédio da Universidade Federal do Paraná na Praça Santos Andrade.

Uma cerimônia foi realizada para recolocar a faixa maior e mais alto entre as colunas do prédio histórico. A faixa havia sido retirada por manifestantes pró-Bolsonaro, em ato realizado no último domingo. Brasília e as 26 capitais brasileiras tiveram manifestações ontem (quinta) contra o contingenciamento de 30% do orçamento dos gastos discricionários para a educação proposto pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub. A manifestação deve seguir até às 21 horas pelo menos em Curitiba. Até por volta de 17h, atos foram registrados em ao menos 82 cidades de 21 estados e do Distrito Federal. 

O Ministério da Educação (MEC)  polêmica esta quinta-feira (30) para reafirmar que manifestações democráticas são direitos do cidadão, mas condenou a "coação para que estudantes e professores" participem de protestos. Ao longo do dia, cidades brasileiras registraram em defesa da educação e contra o corte de verbas.  Sobre as coações, a pasta disse que "nos últimos dias, o MEC tem recebido denúncias via redes sociais e pelo sistema e-Ouv que confirmam essas denúncias. Até o momento, a Ouvidoria do Ministério já contabiliza 41 reclamações no órgão, além de diversas interações realizadas via Facebook do MEC e pelo Twitter do ministro Abraham Weintraub".

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) informou que a Rede vai ingressar com um mandado de segurança, na próxima segunda-feira, no STJ, contra este anúncio do Ministério da Educação. "O objetivo da nota do MEC claramente é e intimidar a legítima participação de estudantes em mobilizações", afirma Rodrigues. Ele destaca que o ministro "insinuou" que eventuais mobilizações nas universidades devem ser filmadas e encaminhadas para o MEC.

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