João Barone e Rodrigo Santos se unem a Andy Summers para tocar sucessos do The Police

- Atualizado às 18:58
Por - Henrique Romanine
Rodrigo Santos, Andy Summers e João Barone.
Rodrigo Santos, Andy Summers e João Barone. (Foto: Divulgação)

Uma das bandas mais importantes do final dos anos 70 e início dos anos 80, o The Police marcou toda uma geração com a sua mistura bem-dosada de rock, punk, reggae e new wave. Dona de um dos hits mais longevos e importantes da história da música, "Every Breath You Take", a influência do grupo formado por Sting, Stewart Copeland e Andy Summers chegou até o Brasil, moldando o som de bandas como os Paralamas do Sucesso.


E essa ligação do The Police com o "país tropical" alcançou um feito inédito: a parceria entre Summers, João Barone (baterista dos Paralamas) e Rodrigo Santos (ex-baixista do Barão Vermelho), que deu origem ao projeto "Call The Police", espetáculo a ser apresentado no palco do Teatro Positivo nesta sexta (30).


Para falar um pouco sobre a turnê e a experiência de tocar lado a lado com um ídolo, conversamos com Rodrigo, no bate-papo que você confere a seguir.


Barulho Curitiba - Como surgiu a possibilidade do projeto com o Andy Summers?


Rodrigo - Eu nunca imaginei que, um dia, eu iria ter uma banda com o Andy Summers. Já são cinco turnês com esse projeto, duas com eu e ele dividindo o nome no cartaz...Conheci o Summers através do meu empresário Luiz Paulo Assunção, pois eles já haviam trabalhado juntos. A partir daí, nos aproximamos, ficamos amigos, saímos juntos, isso quando ele estava no Brasil, até combinarmos a primeira turnê. Eu tocava com a minha banda canções do Barão e ele participava de algumas canções. Até que, a partir de uma conversa no aeroporto, decidi propor a ele de fazer uma turnê tocando apenas o The Police. Apesar dele quase não tocar as músicas do Police na carreira-solo, ele sentiu confiança e escolheu fazer comigo, o que me deixou muito honrado. Eu já cheguei a chorar no meio de um dos shows, é algo realmente emocionante.


Barulho Curitiba - E a ideia de contar com o João Barone no projeto?


Rodrigo - Chegou uma hora que decidimos chamar o nosso Stewart Copeland para a turnê (risos). O Andy viu alguns vídeos do Barone, o Barone tinha visto um dos nossos shows em 2014. E foi ele quem deu o nome oficial da turnê: Call The Police. E como tudo correu bem, a única dificuldade foi conciliar os shows com as datas de turnês dos Paralamas. Fora isso, é uma experiência que está ficando cada vez melhor.


Barulho Curitiba - A turnê já passou por diversas cidades brasileiras. Existe alguma expectativa para apresentar internacionalmente o projeto?


Rodrigo - Nós fomos para o Paraguai, em 2017, e Argentina e Chile em 2018. Agora, estamos indo para o Uruguai, Peru e Chile, além dos shows em algumas cidades brasileiras. Tanto que eu saí do Barão Vermelho justamente para poder me dedicar a esse projeto. Temos propostas da China, do Japão, e alguns países da Europa, além dos países em que já tocamos, e que nos querem de novo. Então, internacionalmente o projeto está decolando, com todas essas propostas. É um verdadeiro sonho, que se tornou realidade.


Barulho Curitiba - O Police é uma das bandas mais influentes, em se tratando dos últimos 40 anos. Como vocês avaliam a trajetória do grupo?


Rodrigo - O Police é uma banda única. Assim como os Beatles. Sou fã de inúmeras outras bandas, principalmente das décadas de 60 e 70, mas os artistas que mais me influenciaram foram o Sting e o Paul McCartney. São duas bandas que ninguém conseguiu imitar, com a mesma criatividade e inventividade. O Police não era uma coisa de "um homem só", os três integrantes e as suas influências foram responsáveis por uma sofisticação, por fugir do esquema que era utilizado por algumas das bandas da época. E o Andy, como guitarrista, é um artista completo, ele possui um olhar, uma experiência que não tem igual na música. A história do Police é moderna, de vanguarda. Passaram-se 40 anos, e a obra dele continua atual.


Barulho Curitiba - Quais canções surpreenderam vocês nas execuções ao vivo, e quais apresentaram maiores dificuldades?


Rodrigo - A Synchronicity II é uma das que a gente mais gosta de tocar. Driven To Tears, Roxanne, Demolition Man, muitas surpreendem. Trocamos algumas para colocar King of Pain, De Do Do Do, De Da Da Da, poderíamos ter muitas outras, mas o Andy gosta de um show curto, compacto. Então, normalmente trocamos as músicas a cada espetáculo.


Barulho Curitiba - Sabemos que cada show corresponde a uma emoção diferente. O que vocês prepararam, como surpresa, para o show em Curitiba?


Rodrigo - A surpresa que a gente preparou para Curitiba é estrear o show em Curitiba (risos). A gente tentou fazer o espetáculo na cidade, na última turnê, mas a única data disponível era uma quarta-feira, em uma semana santa, e não achamos viável. Espero que todo mundo vá assistir a gente, e pretendemos retornar à cidade. Estamos com muita vontade de tocar na cidade, então só posso dizer: Curitiba, se prepare (risos)!

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