Doze álbuns obrigatórios para você se tornar um (a) expert na obra de David Bowie

- Atualizado às 17:31
Por - Henrique Romanine
(Foto: Divulgação)

Desde a década de 50, muitos nomes (masculinos e femininos) surgiram no cenário mundial, se destacando com o seu trabalho, quebrando barreiras, ditando tendências e transformando, não só a cultura pop, mas a própria sociedade em geral. Existem aqueles que se moldaram aos gêneros musicais, e aqueles que influenciaram e criaram novas categorias dentro da música.


David Bowie, com certeza, é parte integrante desta segunda observação. Não só parte, como elemento principal. Ganhou a alcunha de camaleão do rock, mas sempre esteve acima disso, como afirma esse artigo no Medium. E é difícil não concordar com o que foi analisado neste texto: David Bowie sempre esteve um passo além de toda e qualquer tendência.
Observando isso, e também a constante influência do megastar, mesmo três anos incompletos após sua morte (ele faleceu em 10 de janeiro de 2016), reunimos aqui doze álbuns de Bowie, tanto para quem é entendido (a) na obra do mestre, como para quem deseja conhecer o seu trabalho, mas não sabe exatamente por onde começar.


Essa seleção (que segue apenas a ordem de lançamento) também serve como uma homenagem aos 72 anos de Bowie, que os completaria hoje (08 de janeiro), caso estivesse vivo. Mas, na verdade, ele continua vivo, por um simples motivo: a música, quando é boa, se torna imortal. E, no caso dele, essa imortalidade já foi decretada desde que um tal Ziggy Stardust surgiu para balançar as estruturas, lá na década de 70. Boa audição!

 


The Man Who Sold The World (1970)


Para muitos, foi o momento em que o Glam Rock surgiu para as massas. Para outros, foi o verdadeiro surgimento do Bowie como viemos a conhecê-lo. A influência deste trabalho foi tamanha, que atingiu até o Nirvana, no seu clássico Unplugged MTV.

 

 

Hunky Dory (1971)


A versatilidade de Bowie já aparece a partir da capa do álbum, inspirada na diva do cinema Marlene Dietrich. Foi a porta de abertura para um certo extraterrestre que surgiu no ano seguinte, e mudou a história da música.

 


The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders from Mars (1972)


Ziggy Stardust, o alter-ego mais famoso da história da música. Pode-se dizer, também, que foi um dos primeiros registros efetivos de como a moda está intimamente ligada ao mundo pop/rock. Enfim, não importa: a influência estética e sonora deste trabalho é percebida até hoje.

 


Alladin Sane (1973)


Levante o dedo quem nunca se deparou com alguma referência tão forte quanto a capa deste álbum. A sua concepção sonora pode não ter sido tão impactante quanto a de "The Rise and Fall of Ziggy Stardust...", mas a sua estética continua tão (ou mais) atual do que no longínquo ano de 73.

 


Diamond Dogs (1974)


Criado a partir da obsessão de Bowie pelo livro "1984" (sim, aquele mesmo do George Orwell), Diamond Dogs é considerado um dos trabalhos mais pesados do artista. Apesar de não ter sido muito bem recebido pela crítica na época, não passou despercebido MESMO.

 


Station to Station (1976)


Quando a música eletrônica ainda não havia despontado para o mercado, Bowie surgiu com este trabalho, que utilizava sintetizadores e guitarras distorcidas, para traduzir a perturbação em que se encontrava a mente de Bowie na época: viciado em cocaína, e às voltas com a gravação do filme "The Man Who Fell to Earth".

 


Low (1977)


Considerado por muitos como o melhor trabalho da carreira de Bowie, Low marcou o início da sua famosa "Trilogia de Berlim".  A parceria com Brian Eno (até então, integrante do Roxy Music) revitalizou como nunca a proposta sonora do artista. Arrisco dizer que é o seu álbum mais pessoal.

 


Heroes (1977)


Continuação menos "perturbada" de Low, no sentido de uma cozinha sonora mais palatável, Heroes trouxe à luz aquele que veio a se tornar o sucesso mais duradouro de Bowie, justamente a faixa-título. Era mais uma prova de que o mundo era pequeno demais para ele.

 


Lodger (1979)


Último exemplar da "Trilogia de Berlim", acabou sendo o elemento mais pop dessa tríade. Sem dúvida, todo o cenário da new wave dos anos 80 sofreu forte influência deste trabalho, servindo como uma "porta de entrada" para a, então, nova década.

 


Scary Monsters (and Super Creeps) (1980)


Adentrando a década de 80, e flertando com um estilo sonoro mais acessível, Bowie conseguiu aqui um dos seus trabalhos mais aclamados pelo grande público. É considerado, ao lado de Ziggy Stardust, como seu álbum mais influente.

 


Let's Dance ( 1983)


Contando com a parceria do "mestre da disco music" Nile Rodgers, se tornou o álbum mais popular de Bowie. Lançado em meio à efervescente música dançante da década de 80, mostrou novas possibilidades, tanto para o artista quanto para a música dance em geral. Mesmo não sendo um trabalho unânime entre a crítica, possui o seu valor.

 


Blackstar (2016)


Lançado exatamente no dia do aniversário de 69 anos de Bowie (e dois dias antes de seu falecimento), é o melhor "canto do cisne" da história musical. Melancólico, poético e dotado de uma força descomunal nas suas composições, serviu como epílogo de um artista que nunca deixará de transcender gerações.

 

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