Dia do Desenhista: artistas se reinventam na internet

- Atualizado às 20:58
Por - Redação Barulho Curitiba
(Foto: Divulgação)

Nesta segunda (15), é comemorado o dia do desenhista. A profissão passou por inúmeras mudanças por conta dos avanços tecnológicos, desde a produção das obras até a sua comercialização. Populares e práticas, as transações online de arte fazem um antagonismo ao tradicionalismo das galerias. Para sanar a demanda de compra e venda mais inovadoras, muitas iniciativas surgiram, dentre elas, a Artluv. Com a premissa de ajudar os profissionais a viverem da própria arte, a plataforma é um marketplace que recebe portfólios de artistas e oferece as criações para interessados.


A migração para a internet é um fenômeno crescente entre artistas, desde desenhistas até grafiteiros. Apenas em 2018, a Artluv teve um aumento de 50% no número de profissionais cadastrados. A plataforma é uma das opções para que os artistas consigam alcançar novos públicos e se promover como marca. Consequentemente, tais avanços tecnológicos impulsionaram outro aspecto da vida dos profissionais: as vendas. "Ao estar conectado com as redes sociais, o artista encontra um espaço democrático para se expor", comenta Wendell Toledo, CEO da Artluv. Bem como proporcionar autonomia financeira e alavancagem de carreira, as plataformas ajudam a valorizar a profissão. Geralmente associada com diversão e prazer, a arte e o ato de desenhar são subestimados por quem desconhece as técnicas e os estudos envolvidos.


Apesar da desvalorização, o desenho é a base para outras formas de artes e até para algumas profissões. Para produzir uma obra ou um serviço, o profissional deve ter noções de perspectiva, combinação de cores e proporções, técnicas oriundas da gravura. Sendo assim, a arquitetura, a fotografia, escultura, grafite e a pintura têm em comum, a sua origem em traços no papel. Pode-se afirmar que tais áreas são resultado de experimentações sobre os limites e funcionalidades da ilustração. Para agilizar os processos de um projeto arquitetônico, o profissional faz uso de softwares que modernizam o ato de desenhar. Já o fotógrafo tem um registro mais veloz que uma figura desenhada. O escultor consegue criar esculturas com texturas e dimensões. Por fim, o grafiteiro rompe e/ou adapta as técnicas da gravura para a criação de grafites que se adequam ao ritmo da cidade.
Além de explorarem as fronteiras do desenho, as demais expressões artísticas herdaram a força comunicativa da gravura. "A ilustração, pela sua natureza representativa, transmite uma mensagem. O potencial comunicativo das informações visuais acabou se tornando uma característica em outras áreas da arte", explica Wendell.

Com tamanha amplitude, "desenho" acaba sendo uma palavra vaga para descrever as vertentes da profissão. Além das inovações do setor, as minorias vem conquistando espaço. Atualmente, a voz das mulheres na ilustração ganha mais força, principalmente em carreiras masculinas como o universo das HQ's. Por isso, o equilíbrio entre os gêneros é uma constante palpável. Tendo como referência o banco de dados da Artluv, pode-se ter uma amostra da proporcionalidade que profissão vem tendo. Na plataforma, cerca de 46% dos ilustradores são mulheres; enquanto 54% são homens.


Sobre a Artluv
Lançada em agosto de 2017 por Wendell Toledo, a Artluv é uma ArtTech que conecta artistas a clientes com o objetivo de expandir o mercado de arte no Brasil. O site reúne, em um único ecossistema, marketplace e agenda cultural, conectando artistas, clientes e amantes de arte. A ideia surgiu de uma necessidade pessoal do fundador de vender um quadro de seu acervo particular. Hoje, o site reúne cerca de 400 artistas, aprovados por uma rigorosa curadoria feita por especialistas do Brasil e dos Estados Unidos.

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