Curitibana ímã lança 'Incendeia' com clipe colaborativo gravado a distância

Por - Da Redação Bem Paraná com assessoria
(Foto: Tárcilo Pereira)

Uma música que evoca multidões lançada em plena quarentena. “A música revolucionária fala sobre corpos. Com o clipe, não deixamos de mobilizar corpos, mesmo à distância”, comenta Luciano Faccini, um dos integrantes da banda curitibana ímã. No dia 13 de abril, o grupo lança o videoclipe de “Incendeia”, o single mais caloroso do novo disco.

A pandemia, que poderia ter frustrado os planos de gravação do videoclipe, fez com que ele ganhasse novos sentidos dentro do atual contexto. A música, que será lançada no dia 13, foi compartilhada previamente por WhatsApp para amigos próximos, mas logo viralizou. Em menos de uma semana, mais de 50 pessoas gravaram o vídeo, extrapolando os limites do Paraná. Além dos fãs, quem participa do videoclipe é também a artista argentina Soema Montenegro. Ela é uma das convidadas do novo álbum, que será lançado no dia 20 de abril.

Como resultado, corpos que dançam e fogem do isolamento da quarentena. “A música tem a ver com a festa e a guerra que acontecerem simultaneamente. E também é, de certo modo, uma resposta política. Incendiar os próprios corpos e as ideias, a gente mesmo, para que elas sejam força de mudança”, sintetiza Luciano. Na letra, assinada pelo intérprete, um grito de esperança e reflexão. “É tempo de dançar para frente. O que te move os dias?”

Sobre a faixa

“Incendeia” é um samba reggae contagiante que, durante os últimos dois anos, levou o público a dançar em espaços como o Teatro Paiol, a Praça Generoso Marques, o Teatro Rodrigo d’Oliveira, entre outros locais de shows da capital paranaense. Liderando a sonoridade do single, toda a brasilidade do violão de sete cordas, que soma-se ao violoncelo e às guitarras imersas em efeito — elementos não convencionais ao estilo, mas que definem a mistura de gêneros que constitui a identidade da ímã.

A faixa tem participação especial da carioca Roseane Santos dividindo vocal principal com Luciano Faccini; a percussionista Matê Magnabosco, com solo conga e timbales, que dão o groove de samba reggae da música; e o artista Mattana, com participação vocal. A música, assim como o álbum, é produzida por Leonardo Gumiero.

Sobre a ímã

Formado por nove artistas do cenário curitibano, o grupo mistura as estéticas trazidas por cada integrante em torno da música brasileira. O magnetismo das várias vozes e da instrumentação diversificada (violão, violoncelo, cavaquinho, flauta, clarinete, sintetizador, baixo, guitarra, bateria e percussão) atrai o rock, o samba, o funk, o ijexá, o boi, entre outros ritmos, gerando um campo sonoro rico em texturas e cheio de possibilidades. O grupo está junto desde 2017 explorando novos territórios no campo da canção, permeado pela inventividade e incertezas de seu tempo.

A ímã é:

Dayane Battisti: violoncelo, violão, cavaquinho e voz

Francisco Okabe: violão de 7 cordas, cavaquinho, flauta e voz

Luciano Faccini: clarineta, violão, guitarra e voz

Lorenzo Molossi: bateria, guitarra e voz

Leonardo Gumiero: baixo, sintetizador e voz

Má Ribeiro: percussões e voz

Guilherme Nunes: guitarra

Daniel D'Alessandro: bateria e percussões

Yasmine Matusita: bateria e voz

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