Conheça três amigos curitibanos que viajam pedindo carona e vendendo kumbaya

- Atualizado às 19:55
Por - Maitê Ritz
(Foto: @fluxtrip no instagram)

A Fluxo Trip, que recebeu este nome sob a ideia de deixar o destino fluir, é um projeto de viagem no estilo “mochilão” criado por três jovens curitibanos (Oruê Brasileiro 18 anos, Giuly Biancanato, 20 anos, e Florebela Letícia, 21 anos) que estavam em busca da conexão com natureza e a liberdade da aventura. Na primeira edição do projeto, a rota ia de Curitiba até a Chapada dos Veadeiros. Agora, eles estão trabalhando na construção da segunda edição e contam com a sua ajuda.

 

Conversamos com Giuly Bianco, que é atriz e uma das integrantes da Fluxo Trip, e ela nos contou toda a experiência de viajar com pouco dinheiro e pedindo carona por aí. 

 

 

“Nos organizamos em três: eu (Giuly), Oruê Brasileiro e Flor. Traçamos uma rota que passava por São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Goiânia e São Jorge. A ideia era parar primeiro nas grandes capitais para vender nossos produtos que consistem em fumos artesanais de blends de ervas aromáticas com propriedades terapêuticas, incensos naturais, banhos de ervas e fotografias do Oruê em imãs de geladeira e adesivos.  Também tocávamos música nos metrôs pra conseguir dinheiro.” E assim começou a primeira edição da Fluxo Trip, conta Giuly.

 

ESTADIA

 

Giuly diz sobre como conseguiam os pontos para recarregar e dormir. “Baixamos o app Couchsurfing e entramos em contato com pessoas em SP e RJ que poderíamos nos receber. Nos outros lugares ficamos ou em camping ou em casa de conhecidos amados que nos receberam muito bem.”

 

MOBILIDADE E RENDA

 

“Pegamos nossas passagens utilizando ID Jovem, um programa do governo ainda pouco conhecido que disponibiliza passagens gratuitas para jovens de baixa renda. Ficamos algumas semanas dedicados às alquimias dos kumbayas e revelação das fotos, ensaiando algumas músicas e entrando em contato com possíveis hospedeiros.”, continua a atriz.

 

 

PERRENGUES E ROTAS

 

“No meio do caminho o fluxo fez a gente alterar a rota, pois não conseguíamos mais passagens disponíveis com ID jovem para os lugares que queríamos ir, então do RJ tivemos que voltar pra SP e de lá conseguir passagem pra MG. Antes de ir pra BH decidimos ir para São Thomé das Letras, onde ficamos uma semana em meio a rios e cachoeiras paradisíacas, de lá pegamos carona até BH. De BH, eu e Oruê fomos de carona com caminhoneiro até Goiânia, porque só tinha uma passagem para Flor. Em Goiânia o Oruê tem família, então ficamos hospedados lá e fomos de carro pra Chapada dos Veadeiros com o primo dele, Thiago Brasileiro. Lá ficamos 3 dias em Cavalcante, e daí o primo do Oruê voltou pra Goiânia com a Flor que seguiu para Belém do Pará. Eu e Oruê ficamos uns 5 dias em São Jorge. Na volta, eu fui de carona pra Brasília e peguei ônibus pra Curitiba e Oruê ficou um pouco mais por lá. A trip durou o total de um mês, aproximadamente. Para a Flor durou 1 mês e 20 dias.”

 

 

“O maior perrengue que passamos foi ficar muito tempo em rodoviárias. Chegamos a dormir em rodoviária, ficamos muito tempo nas capitais tentando conseguir passagens com ID jovem que é muito difícil, porque são só duas vagas 100% gratuitas por ônibus convencional e nem todas as companhias disponibilizam ônibus convencional todo dia. Rio de Janeiro foi o pior lugar nesse sentido, tanto que tivemos que voltar pra SP para conseguir seguir a trip.”

 

 

A SEGUNDA EDIÇÃO

 

 

“O roteiro da segundo trip é de Curitiba pra São Paulo, de São Paulo pra Feira de Santana - BH onde Oruê também tem família, e de lá o plano é conseguir alguma carona até Lençóis - BA e ficar curtindo a Chapada da Diamantina. Mas estamos tranquilos, deixando o destino fluir naturalmente. Na volta, o plano é voltar pra Feira de Santana para então ir a São Paulo e então  voltar pra Curitiba. Uma das alternativas é tentar ir pra Recife e encontrar a Flor por lá, mas não temos tanto tempo quanto na primeira trip. Dessa vez somente eu Oruê sairemos juntos de Curitiba.”

 

COMO AJUDAR

 

“Todos podem ajudar emanando boas energias para esses jovens aventureiros, indicando conhecidos que possam nos receber na Chapada da Diamantina, nos dando dicas para aproveitarmos bem a Chapada sem gastar muito e, principalmente, comprando nossos produtos! Para acompanhar todo o processo da trip que vem por aí como conferir como foi a viagem anterior nos siga nas redes sociais e ajude a divulgar nosso trabalho @fluxotrip”

 

Na imagem, Flora descansa em meio as varias mochilas da Fluxo Trip.

 


 

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