Cannibal Corpse dá um show de horror e perfeição em Curitiba

Por - José Marcos Lopes, especial para o bem Paraná
(Foto: José Marcos Lopes)

Em sua terceira apresentação em Curitiba, os norte-americanos do Cannibal Corpse apresentaram duas horas dos mais brutal death metal na noite de quarta-feira (11), no Tork 'n' Roll. Foi a primeira apresentação de metal extremo internacional na cidade depois do período de restrições por causa da pandemia do novo coronavírus.


O grupo está no Brasil para o lançamento do 15º álbum de sua carreira, "Violence Unimagined". Antes de Curitiba, a banda passou por Brasília, Limeira, Vitória, Fortaleza e Porto Alegre. As próximas apresentações serão em Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. Argentina, Chile, Peru, Colômbia, Costa Rica, Guatemala e México também estão no mapa da turnê latino-americana.

A conclusão depois de duas horas de death metal é que o Cannibal Corpse, após 30 anos de carreira e apresentações quase diárias, atingiu um nível de perfeição em sua arte violenta e brutal. Os temas mais rápidos era perfeitamente audíveis e era possível identificar cada nota saída das guitarras de Rob Barret e Erik Rutan — o que também foi ajudado pela boa qualidade de som do Tork 'n' Roll.

Liderada pelo vocalista George "Corpsegrinder" Fisher e pelo baixista Alex Webster (fundador do grupo ao lado do baterista Paul Mazurkiewicz), a banda levou ao público a sensação do metal extremo da década de 1980, quando bandas como Slayer e Celtic Frost eram conhecidas apenas por aficcionados que trocavam gravações em fitas cassete.

Os temas mais cadenciados fizeram os headbangers a baterem suas cabeças, enquanto George Fisher dava suas conhecidas "giradas de cabelo". Destaque para o baterista Paul Mazurkiewicz, quase um matemático que divide os tempos a níveis extremos, e para o guitarrista Erik Rutan, que entrou na banda em 2020.

O show começou com a já clássica "The Time to Kill is Now", do álbum "Kill", de 2006. Além de músicas do novo álbum, o grupo também tocou temas conhecidos pelos fãs, como "The Wretched Spawn" e "Hammer Smashed Face".

Diferentemente de outras bandas de death metal, o Cannibal Corpse não usa temáticas satânicas ou ocultistas em suas letras. Os temas são ligados ao universo gore, ou splatter, derivado dos filmes de terror B, com cenas de violência, sangue, doenças e cirurgias. Em 2014, a banda foi proibida de se apresentar na Rússia por causa de suas letras.

Formado em 1988 em Tampa, na Flórida, o Cannibal Corpse já lançou 15 álbuns de estúdio e é uma das bandas de death metal com maior sucesso comercial no mundo. O primeiro álbum, "Eaten Back to Life", foi lançado em 1991. O grupo se apresentou em Curitiba em 2015, ao lado do Testament, e em 2018, com o Napalm Death. A abertura na noite de quarta-feira ficou por conta da banda curitibana de thrash metal Royal Rage.

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