Boates alemãs apelam para festas e shows virtuais para evitar falências

- Atualizado às 14:13
Por - Barulho Curitiba
(Foto: Divulgação)

Referência mundial por sua liberdade e movimentos culturais alternativos, a vida noturna de Berlim, na Alemanha, está ameaçada. De acordo com o Clube Commission, a associação das casas noturnas da cidade, 24 estabelecimentos estão ameaçados de serem obrigados a fechar as portas.

A situação já era difícil para as empresas antes da crise do coronavírus, devido ao feroz apetite de investidores. No começo do ano, por exemplo, a Griessmuehle, um dos estabelecimentos mais famosos de música eletrônica, tinha se despedido do público - os donos do espaço irão construir escritórios no lugar onde ficava a antiga fábrica e casa noturna, no distrito de Neukolln.

Mas a necessidade de isolamento social, que obrigou o fechamento das baladas desde o úlltimo dia 13 de março, acabou virando um golpe ainda mais pesado. E agora o setor, que gera 9 mil empregos e quase 1,5 bilhão de euros (R$ 8,6 bilhões) em gastos de turistas, tenta se reinventar.

A primeira medida, conta Elizabeth Steffen, empresária, foi reduzir custos, pedindo para pagar aluguel e impostos mais tarde. Também foi feita coleta de doações e merchandising. Ainda assim, os custos não foram cobertos.

Foi quando, para evitar uma falência generalizada, o setor resolveu criar uma inusitada alternativa: as festas virtuais. Surgia o United We Stream, que transmite ao vivo as performances de DJs de vários clubes via streaming.

Os shows acontecem como se o público estivesse presente ali, fisicamente. A agitação dos músicos e DJs é igual, assim como a iluminação que segue o ritmo das músicas. Para criar uma atmosfera mais realista, utiliza-se até mesmo efeitos visuais.

Os fãs, no entanto, estão do outro lado. Da tela. Participam de suas casas, no isolamento, dançando ou apenas aproveitando a música. Para interagir com outras pessoas, há um chat ao vivo.

Para acompanhar isso tudo, o público paga valores mensais ou realiza doações durante as transmissões. Os vídeos têm boa audiência, alguns com mais de 200 mil visualizações.

"Não sabemos quanto tempo isso vai durar, então temos que encontrar uma maneira de superar essa crise", diz Steffen, explicando ainda que a medida ajudará os empresários a pagarem algumas contas nos próximos meses, mas que não será o suficiente caso o isolamento social perdure por muito mais tempo.

Com informações da BBC Brasil. Confira a reportagem original AQUI

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