Artistas fazem protesto no Teatro Guaíra em defesa da liberdade de expressão

- Atualizado às 16:35
Por - Redação Bem Paraná

Neste sábado, a partir das 12 horas, a área externa da entrada principal do Teatro Guaíra será palco de um protesto. É a Arte Contra a Barbárie, evento que conta com uma programação que aposta na diversidade de linguagens e gêneros em todas as suas expressões. Música, Teatro, Dança, Literatura e Artes Visuais se unem em um movimento pulsante, crítico e desafiador, para fazer refletir sobre a importância da arte na vida de todos.

Durante o evento, devem passar em frente do mais emblemático teatro do estado do Paraná nomes reconhecidos na cena local. Estão confirmados: Alice Ruiz, Adrianho Esturilho, Chiris Gomes, Deni Ribas, Estrela Leminski, Edith de Camargo, Eduardo Giacomini, Itaércio Rocha, Juana Profunda, Karla Izidro, Katia Horn, Katia Drumond, Kenny Rogers, Leo Fressato, Ma Ribeiro, Marcel Szymanski, Marcio Juliano, Nina Ribas, Octávio Camargo, Rafolker, Raquel Rizzo, Rogéria Holtz, Rosana Stavis, Roseane Santos, Stefano Belo, Uyara Torrente, Vini Sant e Yiuki Doi.

Também estarão presentes: A TRUPE PERIFERIA, ARTIGO QUINTO – PR, AVE LOLA, BISCATES BÁRBARAS, BLOCO DOS PALHAÇOS, CASA 4 VENTOS, CIA DO ABRAÇAO, CIA ILIMITADA, CIA SENHAS, COLETIVO PRETO DE TEATRO ÈMÍ WÁ, COLETIVO ARTE REVOLUCIONA (UNESPAR), CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA DE CURITIBA, DESCOMPANHIA DE DANÇA, ESPAÇO CENICO, GRUPO FATO, MUV, NEGRO NÃO NEGO, OBRAGEM, PECORA LOCA, PEDRAPALAVRA, PROCESSO MULTIARTES, SELVÁTICA, SUSTENIDO PRODUÇÕES,

A ação também terá um microfone “aberto” para quem quiser somar com sua voz e dar seu recado.

Todos comprometidos com a proposta embasada no artigo 5º da Constituição Federal, que estabelece, em 78 incisos, os direitos fundamentais – como a igualdade de gênero, a liberdade de manifestação do pensamento e de locomoção –, para assegurar uma vida digna, livre e igualitária a todos os cidadãos do nosso país. 

Em São Paulo o movimento acontece entre 11 e 18 de fevereiro, sempre na hora do almoço, na escadaria externa do Theatro Municipal. Outras cidades do estado como Campinas, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Piracicaba, Ribeirão Preto, Jacareí, Matão, Americana, Sorocaba, Capivari, Suzano, Franco da Rocha e Francisco Morato também aderiram ao movimento. Em cidades de Minas Gerais e do Ceará o mote da Semana é Arte Livre Para Todos.

Importante salientar que a Semana resgata o Movimento Arte Contra a Barbárie, lançado em 1999 como manifesto e mobilização inicial de sete companhias teatrais contra a mercantilização da cultura e em prol da construção de uma política cultural pública e democrática.

Este movimento é suprapartidário e os artistas, grupos e companhias estão trabalhando voluntariamente, sem cachês, para realizar a Semana. Produtores, atores, designers gráficos, fotógrafos, assessores de imprensa, cantores, educadores, dramaturgos, roteiristas, diretores teatrais, bailarinos, artistas circenses, coreógrafos, músicos, compositores e cineastas uniram-se ao Movimento Artigo Quinto para lutar pela liberdade de expressão, pela democracia e contra o desmonte da Cultura.

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