Arte 'vestível' é a nova proposta da moda

A artista plástica Ana Maria Camargo propõe dar exclusividade às peças com arte e liberdade
A artista plástica Ana Maria Camargo propõe dar exclusividade às peças com arte e liberdade (Foto: Cassiano Rosário)

Quem pensa que a arte é para se guardar em casa, de preferência em cofres, pode se surpreender com a nova proposta da artista plástica curitibana Ana Maria Wilhelm de Camargo. Ela criou e desenvolveu uma linha de roupas que chama de Design vestível, há 7 anos.

A peças são acessíveis pelo projeto de oficinas criativas de “arte vestível” que tem levado criatividade e exclusividade aos guarda-roupas e casas de algumas curitibanas. Atuando no mercado de Curitiba desde 1987, Ana encontrou no filho a inspiração e o interesse pela arte em movimento — a Action Painting.

Conhecida por ser uma forma de arte impulsiva e sem traços previamente determinados, são as tintas que dão forma à arte sobre a tela. “Ele me disse que queria pintar uma tela para um amigo”, conta. “Uma das salas de nosso coworking estava desocupada, pensei em dar vida a ela, encapamos as paredes e o teto com lona, onde podemos ter total liberdade de movimentos e aí tudo começou”, resume.

Ana recorre aos primeiros registros do homem, com a arte da pré-história, para explicar a essência e identidade única do traço humano. “Podemos usar as máquinas e a inteligência artificial para muitas coisas práticas, mas nós somos os artistas”, diz. “Eu pinto desde criança. Nós todos nascemos criativos”, afirma. 
Sobre o processo criativo da ‘arte vestível’, Ana conta que busca fazer o movimento com uma intenção. Para ela, é a partir daí que as tintas vão criando seu próprio caminho. “Elas se misturam e criam novas formas”, descreve.

Ana argumenta que há anos trabalha como designer na cocriação de marcas. “Agora é uma cocriação com as tintas, parte é minha e parte delas próprias”, explica.

A partir deste processo criativo nasce a ‘Arte vestível’, que nada mais é que a transformação de peças de roupas em obras de arte. Ela define como um novo uso, um reuso o ato de pintar as roupas para dar a elas outro significado.

Ana explica que o processo é realizado em uma oficina de criatividade em conjunto com a ‘dona’ da peça de roupa. “Começo com uma conversa para saber qual a intenção de quem me procura. Oriento sobre a técnica e aí fazemos estudos em papel antes de ir para as roupas e telas”, conta.

Deste processo nascem peças únicas e bem coloridas, como as peças de roupas e telas multicoloridas. Quem estiver interessado em participar, o valor da oficina criativa é de R$ 250 por hora, incluindo todo o material.

O espaço é para pintar telas, roupas e tudo que possa ser pintado. Espaço de livre criação. Liberdade de movimentos e de estilos. “Um espaço lúdico e prazeroso para quem nunca pintou ou para quem já é artista. Na verdade, todos nós temos um grande potencial criativo sou testemunha disso. Vejo como a arte transborda quando a pessoa mergulha em uma atividade assim”, resume.

Ana Maria Wilhelm de Camargo, curitibana nascida em 20 de abril de 1966, formada Comunicação Visual pela UFPR em 1987. Abriu seu escritório de design nesse mesmo ano e atua até hoje na criação de conceitos, marcas e criação artística em várias formas.

Ama a arte desde a infância, teve formação nessa área com grandes professores, Luiz Carlos Andrade Lima, Susana Lobo, Elvo Benito Damo e Amarilis Puppi. 
Participou de mostras coletivas de design e arte. Fez sua primeira exposição individual em 2018, Retatessência, na IMG galeria de arte em Curitiba, atualmente expões suas telas na Artestil Galeria de Arte tendo como Marchand Liliana Cabral.

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