Após um ano e meio, ‘Um Lugar Silencioso 2’ estreia

Evelyn (Emily Blunt) e a filha, Regan (Millicent Simmonds)
Evelyn (Emily Blunt) e a filha, Regan (Millicent Simmonds) (Foto: Divulgação)

Se teve um filme que ficou meses e meses na fila de espera para estrear, esse filme é o suspense ‘Um Lugar Silencioso 2’, que chega às salas de cinema nesta quinta-feira (22) em Curitiba. Em situação normal, o filme estaria nos cinemas em março de 2020. Mas exatamente nessa época decretou-se que o problema do coronavírus era uma pandeia mundial. A semana em que o mundo resolveu fechar para se prevenir da Covid-19 era exatamente a semana que antecedia a estreia. Agora, quase um ano e meio depois, a espera acabou.

Como o longa original, ‘Um Lugar Silencioso 2’ se passa num mundo pós-apocalíptico em que monstros chegam aos humanos por meio do som. A família Abbott não conta mais com Lee (John Krasinski), pai e marido, que se sacrificou no filme anterior para salvar a família. A mãe, Evelyn (Emily Blunt), junta os filhos Marcus (Noah Jupe), Regan (Millicent Simmonds) e um bebê e sai da fazenda onde se refugiaram para perseguir as tochas do 1º filme.

Krasinski, que dirigiu ‘Um Lugar Silencioso’, trabalhou na época sobre o roteiro de Bryan Woods e Scott Beck. Nesta sequência, ele assina a história sozinho. E desta vez a protagonista é a filha adolescente Regan. Curiosa, ela segue os passos do pai como radioamadora, mas também se culpa pelas perdas na família. A morte do pai afeta muito a dinâmica familiar. A jovem está deprimida e precisa sair e enfrentar o mundo. Pensa no que o pai faria nessa situação. Detalhe; Regan é surda – aliás, assim como a atriz que a interpreta, Millicent Simmonds.

Em Um Lugar Silencioso 2, o espectador vai ter uma ideia de como todo o pesadelo começou, e os Abbotts vão encontrar no caminho Emmett (Cillian Murphy), que não tem muita esperança na humanidade. Como no primeiro filme, trata-se de um mundo após o apocalipse, mas há otimismo. Em 2020, nas entrevistas de lançamento do filme, a atriz Emily Blunt afirmava que esse otimismo estava presente no filme. Um ano e meio depois, otimismo e espera são mais necessários do que nunca. Na telona e fora dela.

Outra estreia

‘Irmãos à Italiana’, dirigido por Claudio Noce, estreia hoje em Curitiba. O filme foi exibido no Festival de Veneza de 2020 e, recentemente, no Festival Festa do Cinema Italiano. A história se passa nos anos 70, e acompanha Valerio, um garoto de 10 anos que encontra em um menino um pouco mais velho, Christian, o remédio para a solidão ditada pelo isolamento devido às ameaças de um grupo terrorista contra seu pai.

A história é baseada na infância do próprio diretor, Claudio Noce, cujo pai era vice-diretor da polícia de Roma, e foi alvo de um atentado nesta época, conhecida na Itália como “os anos de chumbo”.

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