Após fake news sobre sequestro, UFPR reforça segurança com câmeras e alarmes

- Atualizado às 21:11
Por - Josianne Ritz
(Foto: César Brustolim/SMCS)

Após mobilizar a segurança interna e a polícia durante 24 horas para investigar um susposto sequestro de uma mulher no Departamento de Educação Física, no campus Botânico, que era uma `fake news',  a Universidade Federal do Paraná (UFPR) anunciou nesta sexta (22) reforço na segurança nos campi. Entre as medidas, estão a instalação de mais câmeras e alarmes para otimizar os vigilantes, além de ampliação da área vigiada. A entidade também pediu, em nota, que os alunos, professores e colaboradores registrem formalmente as possíveis ocorrências para evitar que fake news amedrontem a comunidade acadêmica e mobilizem a equipe de segurança sem necessidade. 

Apesar do corte orçamentário, a instituição informou tem investido cerca de R$ 20 milhões no custeio direto com equipe de segurança, que corresponde a cerca de 15% da verba total da universidade. A UFPR conta com 57 postos de vigilância, apoiados por 225 seguranças – que realizam rondas motorizadas e a pé – e 135 portarias onde atuam 167 pessoas. Além disso, já está em andamento uma licitação para manutenção e ampliação das câmeras de segurança em diversos campi." Para otimizar o serviço da atual equipe de vigilância, a UFPR também vai instalar alarmes em alguns pontos, a serem avaliados, nos campi, e remanejará seguranças para buscar atender uma área maior de cobertura. Além disso, a rota de rondas dos vigilantes também está sendo redesenhada para ampliar a área vigiada e melhorar a proteção à comunidade acadêmica", diz a nota da universidade.

Outra importante medida adotada diz respeito à iluminação dos campi. Além de produzir os próprios postes para novas instalações, a equipe de manutenção também tem realizado podas nas árvores que prejudicam a iluminação e a troca de luminárias e das lâmpadas de gás por lâmpadas de LED. Isso vai reduzir o custo mensal e diminuir a necessidade de troca das lâmpadas queimadas.

CONTRA A FAKE NEWS

A universidade reiterou a importância de que as ocorrências sejam registradas formalmente, via canais internos e boletim de ocorrência. "Dessa maneira é viável tomar providências de forma estratégica, otimizar recursos humanos, financeiros e, principalmente, garantir o bem-estar da comunidade. A notificação formal também evita casos de boatos e alertas baseados em inverdades, uma vez que a universidade consegue apurar os fatos com maior agilidade, viabilizando uma ação institucional no sentido de encontrar e acolher possíveis vítimas ou avisar a comunidade acadêmica sobre a circulação de fake news", diz a nota, publicada no site da UFPR e nas redes sociais. A universidade pede que, antes de compartilhar um alerta, comunique os veículos oficiais da UFPR, pois as fake news acabam movimentando e comprometendo uma equipe de profissionais que poderiam estar atendendo outras ocorrências ou mesmo fazendo a ronda de segurança em locais onde isso se mostra necessário. Os contatos para registro de ocorrências são: pra@ufpr.br e (41) 9-9176-1341, que funciona 24 horas.

Relembra o caso do susposto sequestro na UFPR aqui

CASO DE AMEAÇA NA UEPG

Nesta semana, outra universidade do Paraná reforçou a segurança, mas foi por causa de uma carta com ameaças. A carta prometia a “maior execução de alunos já vista em todo o mundo” e foi encontrada  na quinta (21) no banheiro do campus Uvaranas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

A Polícia Civil enviou dois investigadores que estão trabalhando no caso. Em entrevista coletiva na tarde desta quinta (21), o reitor Miguel Sanches Neto pediu calma à comunidade acadêmica e agradeceu ao empenho dos agentes universitários e das polícias Civil e Militar. 

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