20 mães-coragem notáveis do cinema

- Atualizado às 17:43
Por - Henrique Romanine
Susan Sarandon e Julia Roberts, em Lado a Lado (1998), de Chris Columbus.
Susan Sarandon e Julia Roberts, em Lado a Lado (1998), de Chris Columbus. (Foto: Divulgação)

Em 1941, Bertold Brecht lançou uma das peças teatrais mais famosas de todos os tempos, "Mãe Coragem e os Seus Filhos". Desde então, qualquer obra, seja em cinema, televisão ou teatro, que retrate a maternidade, dá a essas mulheres a alcunha de mães-coragem, aquelas dispostas a enfrentar todos os empecilhos para assegurar uma boa criação para seus filhos.


Sejam elas boas, más, problemáticas, ensandecidas, modernas, conservadoras, é inegável a força que a sétima arte conseguiu traduzir, através de diversas interpretações dessas figuras femininas complexas, encantadoras e nada menos que hipnotizantes.


Em meio a tantas mães marcantes, selecionamos vinte delas, que representam a ideia que temos do amor materno: aquele sentimento avassalador, capaz de enfrentar qualquer adversidade, no sentido de garantir a felicidade de suas crias. Confira abaixo!


Stella Dallas, de Stella Dallas -A Mãe Redentora (1937)


Vivida por Barbara Stanwyck (e anos depois por Bette Midler em uma refilmagem), Stella é a típica mãe sofredora: vinda de dois relacionamentos fracassados, ela vive em função da filha que, ao se casar com um homem rico, não convida a própria mãe para o seu casamento.


Mãe de Bambi, em Bambi (1942)


Mãe com M maiúsculo, a progenitora de Bambi sacrificou a própria vida para salvar a do filho, naquela que é a cena mais comovente da história das animações da Disney.


Mildred Pearce, de Almas em Suplício (1945)


Mildred (Joan Crawford) é uma mãe abnegada, que sofre com a rejeição da filha mais velha, e até assume um crime para preservar a felicidade dela. Esse entrecho te lembra algo? Pois então: foi a partir deste filme que Gilberto Braga criou a história de rivalidade entre Raquel (Regina Duarte) e Maria de Fátima (Glória Pires), para a melhor novela da televisão brasileira: Vale Tudo (1988).


Sofia, de A Escolha de Sofia (1982)


Meryl Streep na melhor interpretação feminina da história do cinema. Sofia é uma mãe presa com seus dois filhos em um campo de concentração, durante a Segunda Guerra, que se vê obrigada a tomar a decisão mais difícil para uma mulher: entregar uma das crianças para o extermínio, com a condição de poupar a outra.


Aurora, de Laços de Ternura (1983)


Um dos filmes mais oscarizáveis da história, conta a relação conflituosa de Aurora (Shirley Maclaine) e sua filha Emma (Debra Winger), por três décadas. Quando Emma descobre que possui um câncer, o mundo das duas muda radicalmente.


Florence, de Marcas do Destino (1985), e Rachel, de Minha Mãe é Uma Sereia (1990)


Cher interpreta as duas protagonistas destes emocionantes filmes. O primeiro relata a história de um jovem, Rocky Dennis (Eric Stoltz), portador de uma deformidade facial. Sua mãe, indignada com o preconceito, luta para o filho conseguir se integrar à sociedade.

Já no segundo filme, Cher vive uma mãe com um comportamento moderno demais para a década de 60 e, apesar das loucuras, faz o possível e o impossível para preservar a felicidade das filhas Charlotte (Winona Ryder) e Kate (Christina Ricci).


Sra. Brown, de Meu Pé Esquerdo (1989)


Daniel Day Lewis vive, de maneira impressionante, Christy Brown, um artista portador de deficiência física que produz as suas obras utilizando os dedos do pé. Brenda Fricker vive a sua mãe, que incentiva o talento do filho, e luta contra todos os preconceitos enfrentados por ele.


Michaela, de O Óleo de Lorenzo (1992), e Jackie, de Lado a Lado (1998)


Susan Sarandon é outra atriz, dona de duas das mães mais memoráveis do cinema. Em O Óleo de Lorenzo, ela vive uma mulher que, ao lado do marido (interpretado por Nick Nolte), é surpreendida pelo diagnóstico médico de que o seu filho tem pouco tempo de vida, devido a uma doença incurável. Os dois buscam várias formas de tratamento para retardar a morte da criança.

No segundo filme, Susan interpreta Jackie, mulher recém-separada que prejudica a aproximação dos filhos com a madrasta Isabel (Julia Roberts). Ao descobrir que possui um câncer terminal, Jackie aceita a aproximação de Isabel, com a intenção de promover a paz familiar.


Morticia, de A Família Addams 1 e 2 (1991/1993)


Baseado nos personagens de Charles Huston, os dois filmes trazem Anjelica Huston como a mãe mais estilosa do cinema, às voltas com as confusões armadas pelos filhos Wednesday (Christina Ricci) e Pugsley (Jimmy Workman).


Beverly, em Mamãe é de Morte (1994)


Interpretada de maneira magistral por Kathleen Turner, a mãe deste filme é a menos peculiar da lista: ela simplesmente mata qualquer um que desagrade ou despreze seus filhos.


Manuela, de Tudo Sobre Minha Mãe (1999)


Neste filme, um dos maiores clássicos de Pedro Almodovar, Manuela (Cecilia Roth), após a morte de seu filho (no aniversário de 17 anos deste), resolve enfrentar todos os fantasmas que rondavam sua vida, partindo ao encontro do pai do menino, que se transformou em uma travesti.


Erin, de Erin Brockovich - Uma Mulher de Talento (2000)/Isabel, de Extraordinário (2017)/Holly, de O Retorno de Ben (2018)


Julia Roberts em dose tripla, com três das mães mais representativas dos últimos vinte anos. Em Erin Brockovich, ela interpreta uma mulher desempregada e desesperada para sustentar os filhos que, ao começar a trabalhar com seu advogado, descobre um caso de contaminação em uma comunidade. Julia levou o Oscar pelo papel.


No segundo filme, inspirado no livro de mesmo nome, e que lembra vagamente Marcas do Destino (com Cher), Julia vive Isabel, mãe de Auggie (Jacob Tremblay), garoto com uma deformidade facial. Isabel faz o impossível para promover a integração do filho na sociedade e na escola onde ele estuda.


Já em O Retorno de Ben, Julia é a mãe de Ben (Lucas Hedges), rapaz viciado em drogas, e que chega a tomar atitudes impensadas para impedir a recaída do garoto.


Sheryl, de Pequena Miss Sunshine (2006)


Toni Collette interpreta uma das mães mais reais do cinema, na fábula que conta a história de uma família que se mobiliza para poder realizar o sonho da pequena Olive (Abigail Breslin), em se tornar a "pequena Miss Sunshine", na Califórnia.


Christine, em A Troca (2008)


Angelina Jolie sai da sua zona de conforto e brinda os espectadores com a sua melhor interpretação, neste filme de Clint Eastwood. Christine é uma mulher que tem o filho sequestrado e não se conforma quando as autoridades tentam fazê-la aceitar uma outra criança como sendo a sua.


Leigh Anne, de Um Sonho Possível (2009)


Sandra Bullock mostrou que era uma excelente atriz neste drama, que conta a história de um menino afrodescendente, com talento nato para o futebol. Adotado por uma mulher branca, ela o impulsiona a lutar por um futuro melhor.


Joy, de O Quarto de Jack (2015)


Brie Larson despontou para o estrelato com este filme. Joy é mantida em cativeiro por seu abusador, junto com seu filho e tenta, dentro das possibilidades, proporcionar uma vida digna à criança.

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